As aventuras de uma ex-calourinha inocente impressionada com as maravilhas de um mundo girando ao redor de falos.
Mas agora a calourice foi embora e, hoje, ela acha Mundo Falocêntrico um nome bem bizarro. Bem, eu nunca quis fazer um blog rosinha com coraçõezinhos pra textos delicadinhos e imbecizinhos, hehehehe.
O Mundo
Mariana N. A. L., ou DeLarge, deixo a cargo do leitor
30 de abril, há 21 anos.
Touro, ascendente Capricórnio, Lua Aquário e cuidado com minha Vênus em Gêmeos. É, eu sou fria e complicada pra cacete, heheheh
Publicidade e Propaganda na UFRJ, quase no fim.
Aspirante a redatora, trabalhando com programação visual.
Apaixonada por britrock e outras bandas novas de além da Inglaterra, por cinema alternativo (não intelectualóide, pelamordedeus) e por Dostoievski.
Querendo encontrar o Ivan Karamázov, o Raskolnikov, ou o Príncipe Míchkin na rua. Pode ser o Alex DeLarge também.
Doida por inteligência e beleza. Viciada numa boa conversa. Pouco me fodendo pros clichês dessas linhas.
Um pouco misteriosa e bem viadinha, o suficiente pra não querer mais completar isso aqui e pra querer um perfil minimalista. Gosto de ter gostinho de quero mais!
Um pequeno lago seco
A brisa é agradável. Uma folha cai no meu rosto, mas eu não me incomodo. Aqui estou, deitada (isso mesmo) na borda do Laguinho, pátio interno da ECO e o maior espaço de convívio social da minha faculdade.
Devido à posição um tanto inusitada em que estou, no meu campo de visão estão apenas o céu (incrivelmente azul) e o topo das árvores, em sua maioria pés de fruta-pão e bambu, esbanjando folhas muito verdes. Porém, se virar um pouco o meu pescoço, tomam forma as paredes externas do prédio da ECO, que envolvem o Laguinho numa atmosfera rosa desbotada. Voltando meu olhar para baixo, posso ver o chão da parte externa do Laguinho, marcado por tintas de trotes passados e pincelado por folhas secas que teimam em abandonar a copa de duas árvores às minhas costas. Logo à minha direita, está o lado interno do Laguinho, que NÃO está cheio d'água, apesar do chafariz (aposentado) no centro. Fazem, ainda, um contraste interessante, os azulejos portugueses na borda e o cimento cru no fundo. Uma planta cresce num vaso de pedras e um de seus galhos, revoltado com a falta d'água, se desloca em direção a uma pequena poça.
Trabalho de Português, feito na faculdade. Uma descrição do Laguinho. Eu tava mesmo deitada, então nem descrevi tudo, só o que estava no meu campo de visão. Menos a escada. Ia passar do limite de 15 linhas...
Esse texto... Inovador, imprevisível e incomum como a dentadura da minha vó. Ilimitado como a fronteira de Gaza. E ousado como a sexualidade do Isaac Newton.
Tem uma voz no meu cérebro dizendo que devo sair de Comunicação e mudar pra Ciências Atuariais...